Nesse primeiro quadrimestre tive a oportunidade de me aproximar e criar um pouco mais de intimidade com os ideais, pensamentos e teorias do grande mestre Paulo Freire no que se refere a educação básica e ao sistema educacional brasileiro.
A questão aqui agora é: e as contribuições teóricas (e práticas) freirianas no que diz respeito ao ensino superior?
Em sua obra "Pedagogia da Autonomia", Paulo Freire, aborda o ensino de uma perspectiva de que a docência é mais (muito mais) do que o depósito e a transferencia de conhecimento ao aluno. Para ele a Pedagogia da Autonomia se baseia em três alicerces básicos:
Não há docência sem discência;
Ensinar não é transferir conhecimento;
Ensinar é uma especificidade humana.
O autor basicamente quer nos passar a ideia de que para que haja o ensino e aprendizado, de fato, é necessários criar a autonomia nos seres envolvidos no processo de aprendizagem. Não dá pra se limitar o ensino ao modelo tradicional a qual estamos acostumados: o professor na frente, como detentor de todo o conhecimento e os alunos sentados, apenas recebendo e reproduzindo a informação passada. É necessários romper esse ideal de educação construído historicamente.
Para se atingir um ensino efetivo, é necessário que o professor seja uma instigador de ideias, que desperte nos educandos a curiosidade de busca pelo conhecimento, proporcionando assim, autonomia e criticidade no que diz respeito a absorção de conhecimento e informação.
Tudo isso anteriormente relatado, tem influência direta no sistema de ensino do Ensino superior.
A Universidade é quase que um complemento e uma extensão do ensino básico: acabamos entrando na educação superior e pouca coisa muda no que diz respeito à sistemática de ensino adotada: existe um mestre na frente nos passando informação e o discentes absorvendo e reproduzindo.
Para que haja mudança efetiva, precisa-se romper com essas questões tradicionais desde já, no ensino superior, principalmente nas licenciaturas, penso eu. Afinal, os licenciandos de agora, são os professores do ensino básico amanhã e reoxigenar a educação é preciso, é urgente.
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